Dicas práticas

Alguns critérios para a escolha de cânticos

Ainda que possamos apoiar-nos em alguns sites que já nos oferecem listas de cânticos para cada domingo, devemos fazer a escolha de forma crítica e contextualizada, considerando os seguintes critérios:

  1. O nível do canto na Liturgia, tendo em conta a solenidade da celebração, dentro da seguinte ordem de importância, com equilíbrio: 1º – Os diálogos cantados em resposta ao presidente da celebração (saudação inicial, aclamação ao evangelho, prefácio, doxologia final, etc.); 2º O ordinário da Missa (ato penitencial, salmo, aclamações e hinos); 3º o próprio do tempo (antífonas de entrada, ofertório, comunhão e final).
  2. A Palavra celebrada, sobretudo o Evangelho do domingo, da solenidade ou da festa paroquial/comunitária.
  3. O tempo litúrgico (Advento-Natal, Quaresma-Páscoa, Tempo Comum).
  4. Motivos pastorais universais (Sínodo), nacionais (Ano Missionário especial), diocesanos (Padroeiro, Dia Diocesano, Temática do Plano Pastoral, acolhimento do novo Bispo, etc.), paroquial (Festa do Orago, etc.).
  5. Respeitar a assembleia da qual o pequeno coro é servidor, não mudando sempre de cânticos, repetindo alguns por algum tempo domingo após domingo (sobretudo os textos do ordinário da Missa).
  6. Ver os cânticos cujo conteúdo e estilo mais se aproxima do que se está a celebrar, sem levar à letra, nem com sentimentalismos! Ter sempre presente a finalidade da música litúrgica: “A Música Sacra, como parte integrante da Liturgia solene, participa do seu fim geral, que é a glória de Deus, a santificação e edificação dos fiéis.” (PIO X, Tra le Sollicitude, 1 [22/11/1903]).
  7. Com juízo crítico, pode partir-se de subsídios já presentes na Internet, que nos poupam muito trabalho, para que no ensaio não se perca muito tempo a considerar os cânticos a cantar, dando-se espaço a outros aspetos que ajudem a uma boa execução, como a preparação vocálica e a leitura/meditação dos textos em questão. Vejam-se alguns sítios da Internet na coluna ao lado.

Quer ela exalte a palavra do homem ou dê veste melódica à Palavra de Deus revelada aos homens, quer se apresente sem palavras, a música, quase como voz o coração, desperta ideais de beleza, aspira a uma perfeita harmonia não perturbada pelas paixões humanas e sonha com a comunhão universal.

— J. PAULO II, Ano Europeu da música (1985), n.º 2.